Maus tratos a cavalos motiva reunião no MP de Tapes

Maus tratos a cavalos motiva reunião no MP de Tapes
No ano de 2012, quatro casos de maus tratos aos cavalos, abandonados a morte em terrenos baldios na cidade de Tapes, foram noticiados pelos ambientalistas ao Ministério Público, gerando o RD nº 448/2012 e o PA nº 022/2012 para apurar os fatos ocorridos de maus tratos por parte dos proprietários, e a negligência e omissão de parte das autoridades que deixam o assunto a revelia de uma solução, permitindo-se com isso que outros problemas relacionados aos animais de tração acabem se ampliando.
Em reunião realizada no Ministério Público no dia 13 de junho, convocada pela Promotoria Pública e com a presença do Prefeito e o Procurador do Município, os Vereadores ou representantes destes, e o Movimento Os Verdes de Tapes, foi sugerido pela Promotora, que seja criado um cadastro para todos os proprietários e criadores de cavalos explorados para tração animal, bem como a elaboração de uma lei para regulamentar as infrações cometidas contra os animais.
Por Os Verdes, foi cobrada a criação de uma política pública que verse e regulamente o tratamento dispensado aos animais utilizados para tração animal e outros animais. Refere que a maioria dos carroceiros cuida bem de seus animais, pois entendem a necessidade dos cuidados básicos à serem dispensados aos cavalos.
Foi discutida a necessidade de mobilização da classe, envolvendo os proprietários ou quem utilize cavalos para tração, esclarecendo-os e conscientizando-os acerca dos problemas que ocorrem e encontrando possíveis soluções em curto prazo.
Proposta pelos Vereadores presentes, a realização de uma audiência pública em conjunto com o Poder Executivo e a comunidade em geral, a fim de ser discutida a questão e ser analisada a reformulação da legislação municipal para que ela atenda as necessidades do Município.
Os integrantes do Poder Legislativo comprometeram-se em trazer aos autos do PA nº 022/2012, em 30 dias, um cronograma de enfrentamento dos problemas relacionados aos maus tratos aos animais. O prazo vence em 13 de julho.
Fonte: REDE Os Verdes

Funcionária demitida na SMMA Quais os motivos?

Funcionária demitida na SMMA
Quais os motivos?
Foi encaminhado conhecimento do Ministério Público de Tapes, cópia de publicação feita em junho de 2013, página 14 do Jornal A Notícia, sobre demissão de servidora contratada pela Prefeitura no setor de meio ambiente, e que supostamente teria havido prática de perseguição contra a técnica, bióloga responsável pelo setor de licenciamento da Prefeitura Municipal de Tapes, que afirmou ter se negado em assinar documentos em procedimentos licenciatórios, que são de competência do Estado.
Pela gravidade do fato, e da afirmação ter sido confirmada por outras pessoas, que inclusive alertaram de ser bem pior a situação do que apenas assinar documentos, mas existindo também ações já realizadas e que não tiveram o acompanhamento da responsável, como os procedimentos de podas em figueiras e vegetações nativas em áreas de preservação permanente, sem a devida cautela, cuidados ambientais e cumprimento das regras de licenciamento por parte de equipe da Prefeitura.
Os Verdes de Tapes fizeram o ofício, protocolado em 17/06 noticiando ao MP local esta possível ilegalidade.
Outra situação, que denota ser ampla a questão, é de que nos atuais moldes do sistema municipal de meio ambiente, ineficiente e ineficaz, o COMPEMA não tem recebido para análise, deliberações e aprovações de projetos de obras públicas e privadas, que afetam o meio ambiente, competência essa expressa nas legislações do Conselho Municipal de Meio Ambiente.
Foi provocado o Ministério Público de Tapes, a proceder uma investigação sobre os reais motivos que levaram a Prefeitura a demitir a funcionária da SMMA e se tais afirmações de desvios de parte da Administração Ambiental da cidade teriam ocasionados danos ambientais e/ou infringiram as regras ambientais estabelecidas nas legislações pertinentes.
Fonte: REDE Os Verdes

17/05/2013 - 9 anos da Ação Popular contra o Lixão


17/05/2013 - 9 anos da Ação Popular contra o Lixão
Hoje, 17 de maio de 2013, passados 9 anos do ingresso da Ação Popular contra o Lixão da Camélia em Tapes e há um ano e 10 meses do fechamento do Lixão ocorrida em 31 de julho de 2011, o assunto resíduos sólidos ainda é problema para a Administração Municipal e para os munícipes, que continuam sofrendo as consequências da falta de uma política pública que atenda e possa resolver a questão dos despejos irregulares, depósitos clandestinos, bota-foras e lixões urbanos.
Um assunto que em 2004, acabou gerando a necessidade de ingresso na justiça de uma Ação Popular para fechar um lixão a céu aberto e que poluiu por 29 anos uma área de importância ambiental.
As denuncias que já vinham sendo feitas desde 1997 aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, não surtiram o efeito esperado, quando as administrações de 1998 até 2003 mantiveram o descalabro no local, sem nenhuma operação correta e negligenciando as licenças emitidas.
No ano de 2000, a Prefeitura assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que foi descumprido pelas administrações seguintes e que continuaram de forma absurda os despejos de toneladas de lixos de todos os tipos, ampliando o caos ambiental e o descontrole sobre a área.
Em 2001, o vice-prefeito na tribuna da Câmara desafiou a justiça a fechar o lixão, tendo logo em seguida sofrido a primeira interdição, que manteve o lixão sem receber lixos por quase dois anos, quando tiveram que levar os lixos para Minas do Leão.
Em 2004, após tratativas 'estranhas' com a FEPAM, a Prefeitura conseguiu uma autorização, e não uma Licença de Operação, e que foi emitida apenas dois meses após o ingresso da Ação Popular, para justificar obras que alegavam terem feito com investimentos na ordem de R$ 100 mil reais e nenhum real em água potável para a comunidade que vivia a 500 metros dos buracos onde depositavam os resíduos da cidade.
O motivo da Ação Popular, além do crime ambiental, foi justamente a insalubridade e periculosidade da água consumida pela população da área, oriunda de cacimbas abertas no solo, momento em que os ambientalistas deram por encerrada a comunicação e partiram para a ação judicial, e que demorou 8 anos para obter resultados concretos.
Em novo governo, no ano de 2005, a continuidade da má operação e negligência, culminaram em outubro daquele ano, em um segundo TAC, que restou descumprida pela administração e desde julho de 2006, passaram a operar o local sem licença ambiental, utilizando de argumentos de 'aval' do Ministério Público para continuarem os despejos, mesmo sem o conhecimento da FEPAM e apenas com um Parecer 'ilegal' e criminoso de parte do COMPEMA que autorizou os despejos por tempo indeterminado, aceito pelo Ministério Público igualmente de forma 'ilegal' e criminosa.
Desde 2006 até o ano de 2010, as negligências se ampliaram e o crime ambiental perdurou no tempo com o Governo de Tapes usando o 'aval' do MP para justificar a continuidade dos despejos, feitos sem nenhum cumprimento das normas ambientais e com apoio de técnicos que validaram aquela operação, atestando que o local operava corretamente, enquanto em verdade, a situação era de descalabro contínuo, com pleno conhecimento do órgão ambiental e MP do estado, que permitiram e não deram solução.
Em 2008, numa jogada eleitoral, o governo inaugura a Usina de Triagem, oriunda do TAC de 2000, e produz a ideia de que estavam solucionando o problema dos resíduos da cidade, mas não investindo em coleta seletiva ou educação da população. A continuidade dos problemas seguiu sua rota normal, se mostrando inviável no decorrer do tempo, quando as promessas feitas aos catadores e carroceiros começaram a não ser cumpridas pela administração pública.
Em 2010, após recebermos apoio de jornais, rádios e TVs do estado, começou a ser fechado o cerco, quando tanto os órgãos da Justiça, Ministério Público, FEPAM, Prefeitura e Geólogo contratado foram acusados de serem omissos, cúmplices e participes na degradação ambiental, na má operação e na falta de regularidade do licenciamento. Em 2011, o MP de Tapes desmente a Prefeitura, que havia usado do argumento do ‘aval’ para os vereadores da cidade.
No mesmo ano de 2011, a Justiça Pública de Tapes, mesmo tendo decidido pelo fechamento outras 4 vezes do local, desta vez condenou o Município pelo crime ambiental, pela infração administrativa ambiental e pela má operação e que ocasionou os efeitos poluidores na área.
Em 31 de julho de 2011, a Prefeitura por ordem judicial fechou o local, sem que até o momento, a FEPAM tenha autorizado o município para recuperar a área degradada. Antes do fechamento, com o objetivo de esconder o crime, foram tapados os buracos com toneladas de entulhos e restos de podas de árvores, além de outros materiais recolhidos na cidade e lançados nos buracos abertos cheios de lixos domésticos.
A FEPAM, por sua vez, além da decisão judicial que pedia o fechamento e encerramento dos despejos, também optou por um processo administrativo impedindo a prefeitura de continuar a despejar os lixos, devido as irregularidades e despejos poluentes.
Mesmo que o lixão tenha sido fechado, atualmente, os lixões urbanos se ampliaram, por total falta de competência e ação pública para fazer a gestão dos resíduos.
Após perderem o prazo estabelecido pela Lei Federal, e não terem realizado as ações para promover o debate e gerar uma lei municipal para a gestão dos resíduos na cidade, hoje Tapes convive com focos de lixões urbanos, sem a devida fiscalização e operação pública para impedir e coordenar atividades voltadas à solução.
Em 2013, mesmo com a IV Conferencia Nacional de Meio Ambiente tendo como tema a gestão dos resíduos sólidos, a Prefeitura de Tapes desconsiderou proposta dos ambientalistas de promover uma etapa municipal que viria de encontro a captação de subsídios e informações para a elaboração de um Plano Municipal de Gestão dos Resíduos Sólidos, negligenciando mais uma vez o assunto, sem que tenham tomado alguma atitude para acabar com o problema e coordenar ações para educar a população, promover a coleta seletiva e gerar resultados positivos com o aproveitamento dos resíduos.
Atualmente, se espera que a Prefeitura contrate uma empresa, com dinheiro do Estado, para fazer o plano de saneamento, quando os resíduos sólidos terão um capítulo nesta lei, que não sabemos quando será iniciada ou concluída a pesquisa, audiências e promulgação de uma lei.
A vitória dos ambientalistas se deu pela ignorância, inabilidade e sentimento de impunidade de parte dos gestores públicos, que acreditavam 'não daria nada' toda a ação judicial e ativista que manteve durante 13 anos a Prefeitura na parede.
O ex-prefeito municipal responde criminalmente pelas negligências, bem como o geólogo que atestava não existir crime ambiental também responde pelo crime.
Mesmo que a realidade mostrasse outra versão, a continuidade do crime contra o meio ambiente, a improbidade administrativa, e outros crimes arrolados no decorrer de 29 anos de existência deste lixão, ainda não recuperado, deixaram margem para a decisão judicial, sem que o tráfico de influências, omissões e prevaricações pudessem continuar sendo usado para manter o lixão aberto e funcionando.
Fonte: REDE Os Verdes