segunda-feira, 23 de abril de 2012

Moradores do centro reclamam de poluição do ar

Moradores do centro 
reclamam de poluição do ar 
Fazem alguns anos, que moradores do centro de Tapes reclamam da situação de poluição do ar, ocasionadas pela empresa Arrozeira Sul Ltda, localizada na Rua João Atalhiba Wolff, que estaria, segundo os moradores das redondezas, voltando a operar e a lançar fumaças e resíduos na atmosfera. Tais emissões de fuligem, poeira e gases, trazem problemas de saúde, segundo pessoas que possuem doenças associadas a este tipo de poluição do ar, e que ampliam suas enfermidades quando ocorrem estas emissões.
Os moradores, que já procuraram a empresa e o órgão ambiental local, sempre recebem promessas de solução, que tardam a acontecer, sempre sendo proteladas e não cumpridas. 
Após aguardarem anos as promessas de melhorias, revoltados com mais um ano de poluição em suas casas, recorreram os moradores para reclamarem à FEPAM. No Ministério Público, foi protocolado o pedido, visando dar uma resposta a comunidade que solicita providências. 
De parte dos órgãos ambientais, aguarda-se atitudes de notificar esta empresa para que minimize os impactos de suas emissões e instale dispositivos para evitarem a poluição do ar.

Prefeitura recebe LP para Aterro e Central de Triagem de resíduos sólidos da construção civil - RSCC


Prefeitura recebe LP para Aterro e Central de Triagem de resíduos sólidos da construção civil - RSCC
Foi expedida em 25 de janeiro de 2012, com validade até 24 de janeiro de 2014, a Licença Prévia para o empreendimento de Aterro e Central de Triagem de ‘Resíduos sólidos da construção civil – RSCC’ e de resíduos de podas de árvores, considerados pela legislação em vigor como resíduos classes; A, B, C e D, conforme estabelece a resolução CONAMA 307/2002.
Esta licença autoriza a Prefeitura de Tapes a iniciar os procedimentos para solicitar a Licença de Instalação, o que já foi feito, conforme informa uma publicação legal na data de 15 de fevereiro de 2012, publicada no Regional de Notícias de 29 de Fevereiro, página 29.
Toda documentação solicitada pela FEPAM para que seja validado o pedido de expedição da LI, deve ser entregue para análise do órgão do Estado conforme a LP emitida, devendo constar entre estes documentos, o Projeto da Unidade de Recebimento e Triagem de Resíduos da Construção Civil; o Projeto da(s) Unidade(s) de Armazenamento Temporário de Resíduos Classe B, C e D, o Projeto da área de aterro dos resíduos Classe A, além do Projeto da área de aterro dos resíduos de poda de árvores.
Além destes projetos, também foram solicitados alvarás do corpo de bombeiros, planos de cortina vegetal e até mesmo deverá ser entregue um Plano de capacitação em meio ambiente especificando o cronograma de atividades aplicável aos professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nentala Kalil.
Vegetações em APP devem ser protegidas 
Não está autorizada pela LP emitida, qualquer supressão de vegetação, conforme estabelecem os critérios que identificam os tipos de vegetações e seus estágios e pela legislação em vigor que obriga o Licenciamento de atividade de corte de vegetações, e sendo necessária, esta Licença deverá ser solicitada à FEPAM.
Outro detalhe da LP, em relação aos cuidados com o meio ambiente, é que não poderão ser utilizados locais próximos aos recursos hídricos para descarte de bota-fora, e também a necessidade de serem identificados e mapeados possíveis olhos d'água ou exutórios intermitentes situados a jusante do empreendimento, numa distância mínima de 200 metros.
Placa que a FEPAM mandou remover em 2011 na entrada do Lixão da Camélia, pois o emprendimento não estava Licenciado pelo órgão ambiental 
Falta de Audiência Pública e ‘não precisa’ 
placa de identificação 
Com a definição de área no Distrito Industrial ou na Escola Agrícola, não se sabe, pela ausência da realização de Audiência Pública, prevista em legislação para que a população saiba realmente o que será depositado neste local, em que condições, com que estrutura, enfim, para saber de todo aquele aparato condicionado na LP n° 143/2012-DL, assinada por Tupy José Feijó Neto em 26 de janeiro de 2012, e que além de estabelecer as condições e restrições, determina seja construída inúmeras estruturas para depósitos de Resíduos. A não realização da AP coloca em risco pelos antecedentes da Prefeitura, que poderá destinar incorretamente resíduos que não aqueles previstos na futura LO.
Por entendimento do Órgão Ambiental do Estado, item 7.2 previsto na LP expedida agora em 2012, pelo porte mínimo do empreendimento, não precisará ser colocada placa de identificação no lugar; o que é um risco, visto a prática contumaz do setor público de 'acreditarem' que lixos são todos iguais, e que lixo deve ser jogado fora da maneira ‘mais’ simples e barata. Abre um buraco e joga dentro!
E na LP liberada pela FEPAM consta que o lugar receberá apenas 2,00m³ (dois metros cúbicos) de resíduos, o que é um absurdo, pois isso não é ¼ (um quarto) do que cabe em um caminhão. Seriam dois à três carroções de lixo com podas de árvores.

LO da Usina é para uma ‘coisa’ e faz ‘outra’


LO da Usina é para uma ‘coisa’ 
e faz ‘outra’
Há riscos nesta situação da falta de AP e placa de identificação, até pela existência de ‘fato e consequência’ conhecida do MP, FEPAM e ambientalistas, que é a operação da Usina de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos, de lixos que deveriam ser reciclados na origem, ou seja, lixo de coleta seletiva que não existe, e que ao coletarem, receberem e operarem com os lixos misturados, na verdade fazem a segregação de secos e orgânicos, gerando um rejeito que hoje é levado para Minas do Leão, por força de decisão judicial que fechou o Lixão da Camélia.
A LO em vigor daquela Usina é clara em especificar os tipos de resíduos que irão para aquele lugar, mas mesmo assim, outros tantos tipos de resíduos estão acumulados, causando problemas aos vizinhos, que da mesma forma foram alijados do conhecimento numa Audiência Pública que pudesse esclarecer o que seria feito ali e de que forma, com quais riscos e restrições, por quanto tempo.
Pela falta de Audiência Pública para a população conhecer 'os planos e técnicas' que serão adotadas para a organização do descarte, operação de coleta, seleção, tratamento e destinação destes resíduos da construção civil e podas de árvores, ficará a dúvida na população, e quem sabe, nos mesmos cidadãos que ajudaram a impedir a construção de um Aterro Sanitário de Resíduos Domésticos para 11 municípios, atrás de suas fábricas, pista de pouso e escola agrícola, se este lugar não vai virar num futuro próximo, um novo Lixão.

Falando nisso...


Falando nisso...
Vejo que no processo n° 011664-0567/11-0 na FEPAM, com pedido de Licença de Operação para Aterro Controlado, solicitado em 29/07/2011, estão suprimindo o Endereço do Empreendimento, que é na região Butiá/Camélia e consta na página do Sistema de Licenciamento, como: Não Determinado.
Como não determinado? Será que não existe mais, será que o técnico do órgão não conhece o 'mundialmente' conhecido Lixão da Camélia em Tapes, que há 29 anos polui o meio ambiente (?), sim; pois mesmo fechado e não recuperado, continua poluindo.
Será que está licença de operação, será para a 'operação de limpeza e recuperação ambiental'(?) do lugar, visto já estarem condenados pela Justiça da Comarca, Ministério Público e FEPAM para procederem nesta recuperação ambiental, em um local que operou um descalabro de lixão a céu aberto, sem placas em mais de 20 anos, sem licenças ambientais por outro tanto, recebendo todo o tipo de lixos, sem operação correta, sem cuidados ambientais. Segundo a DISA/FEPAM é uma LO para Recuperação de Área Degradada ‘SEM USO’ diz o técnico do órgão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

SANEAMENTO – TRAGÉDIA TAPENSE via Tapes.Com

SANEAMENTO – TRAGÉDIA TAPENSE 
Turismo em Tapes? 
Um pequeno município, com uma pequena área urbana e um potencial espetacular para o desenvolvimento turístico. Localizado a 100 km da capital e considerada área metropolitana, junto a mais de 2 milhões de habitantes. Porque Tapes não desencanta? 
O progresso explode em todos os recantos do país e porque Tapes regride? 
Arambaré  e São Lourenço estão explodindo. Arambaré,  além de ser mais distante tem 30 km de estradas de chão que a separam da BR 116. Até Barra do Ribeiro, retomou sua indústria turística. Porque Tapes, vêm marcando passo? 
O Site Tapes.com irá enfrentar esse problema. Em uma série de reportagens que irá produzir, tentará fazer um raio X completo. O Site está aberto as autoridades que quiserem se pronunciar, em especial o Sr. Prefeito, que apesar das inúmeras tentativas jamais concedeu uma entrevista à esse meio de comunicação. 
O esgoto residencial continua sendo lançado diretamente nos cursos d’água ou na rede de esgoto pluvial do município. 
A lei orgânica do município, datada de 03/04/1990 é desrespeitada e órgãos municipais fazem vista grossa. 
O sistema de tratamento da Corsan está ruindo e praticamente sem uso.
Quem são os responsáveis por esse descaso generalizado com o saneamento, a saúde pública, a preservação do meio ambiente e próprio desenvolvimento econômico do município? Como foi destacado no topo dessa reportagem, quem perde com esse descaso é o turismo e a própria economia do município. 
Porque a lei orgânica não é cumprida? O culpado é o prefeito? O Secretário de obras?  O secretário de meio ambiente? A fiscalização? 
Porque a Corsan não faz funcionar o sistema de tratamento de esgoto?  A culpa é do Governador? Do Presidente da Corsan? Do Gerente local?
O comodismo ou as condições financeiras levam a quase totalidade das residências do município a lançarem o esgoto doméstico sem tratamento diretamente nos cursos d’água ou no sistema de esgoto pluvial. Tudo termina na Lagoa. 
Porque o proprietário da residência não é multado? Porque esse crime não é coibido?
Fonte: Tapes.Com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sanga das Charqueadas: Fábrica ROSVARE fechada pelo Ministério Público e FEPAM por poluição ambiental

Sanga das Charqueadas: Fábrica ROSVARE fechada pelo Ministério Público e FEPAM por poluição ambiental 
Na data de 31 de janeiro de 2012, técnicos da FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), acompanhados pela Promotora Pública da Comarca de Tapes, interditaram as atividades da empresa ROSVARE, que estava causando poluição hídrica e comprometendo as condições das águas da Sanga das Charqueadas. 
Esta ação, necessária, visto a reiterada atitude de descumprir as condições e restrições estabelecidas em licenças ambientais, fornecidas pela FEPAM e que durante anos, foram sistematicamente descumpridas, mostrou a má operação da fábrica, e também a fragilidade do órgão ambiental do Estado, e de seus técnicos, que em declarações gravadas pelo site Tapes.Com apresentaram um quadro real, mas absurdo de ser assumido por servidores do Estado e negadas existentes nas estruturas do Governo, tal flexibilidade e certa ‘aceitação’ do que está ocorrendo, no que tange ao licenciamento e fiscalização de empreendimentos poluidores no RS. 
Neste caso local, mesmo com todas as denúncias durante anos, com processos sendo movidos na lentidão dos escaninhos da Justiça, somente tiveram o desfecho quando se ampliou a visibilidade do problema e dos efeitos destes para as comunidades ribeirinhas.
Ao iniciar ações destinadas a mostrar esta realidade de poluição e de reclames da população, o site Tapes.Com assumiu sua condição de órgão de comunicação e passou a empenhar-se na difusão e pressão para que algo acontecesse. 
O fechamento, além de outras tantas ações que deverão ser realizadas para que a fábrica volte a operar de forma correta e sem danos ao ambiente e a qualidade de vida das pessoas no entorno, deverão agora ser fiscalizadas não só pela FEPAM, mas pela comunidade, que deverá estar alerta, pois outras atividades poluidoras estão com os dias contados, como aquelas oriundas de aplicações de agrotóxicos próximos a cidade, em lavouras que estão nas cercanias de diversos bairros e comunidades e que juntas com o esgoto, que também está com os dias contados, acabaram com o recurso hídrico e contribuem em grande parte para terem acabado com o turismo e as condições de uso das praias. 
Essas ações da FEPAM e MP, tardias até, irão gerar uma mudança radical no tratamento hoje dado para este recurso hídrico que tem uma importância singular, para estar nas condições de poluição e degradação plena. 
Este e outros assuntos, tratados no viés da Justiça, somente ocorrem por total omissão daqueles eleitos para tratarem do assunto, aqueles que deveriam fiscalizar os eleitos e aqueles indicados para controlar e fiscalizar as ações e atividades no âmbito da política ambiental, e que não cumprem com suas funções por total desconhecimento do compromisso e poder investido no COMPEMA, por exemplo. 
Assim, vamos continuar insistindo em ações destinadas a coibir estas poluições, agindo para barrar estes empreendimentos na Justiça e Ministério Público, por falta de compromisso e zelo daqueles que deveriam cuidar do meio ambiente, para funcionarem seus negócios, pois a natureza é patrimônio da população e da cidade e não daqueles que se sentem ‘intocáveis’.
Fonte: REDE Os Verdes/via e-mail
 
ENTENDA O CASO:
 
Em 22 de março de 2004, foi protocolado no Ministério Público, uma ampla denúncia sobre os crimes ambientais que ocorrem Tapes, muitos deles que se perpetuaram no tempo ou que já existiam antes de serem noticiados ao MP da Comarca de Tapes.
 
Entre estas denúncias, algumas delas envolviam os recursos hídricos e especialmente uma que era considerada ‘lenda’, por haver um suposto ramal clandestino que desaguavam águas de uma fábrica de beneficiamento de arroz, e lançadas na sanga das Charqueadas causando desconforto aos moradores, poluição hídrica e atmosférica.
 
Em 01 de dezembro de 2004, o Promotor Público informa o envio do processo para o Conselho Superior do MPE/RS opinar pelo arquivamento das dezenas de denúncias.
Em 27 de abril de 2005, é informado pelo MP de Tapes, que o Conselho Superior solicita que seja devolvido o processo à Comarca para que sejam entregues as provas do que fora afirmado.
 
Após intenso recolhimento de provas, fotografias, documentos, recortes de jornais e outros meios de apresentação dos problemas, foram entregue em 06 de junho de 2005 ao Ministério Público, dezenas de documentos e CDs com imagens, localizações e outros materiais.
 
O item 03 e 04 deste documento inicial “Emissão de líquidos industriais diretamente na sanga das Charqueadas” e “Emissão de gases industriais, ocasionando poluição atmosférica” deu origem ao IC nº 00910.00069/2005, instaurado em 18 de julho de 2005, mas somente em 17 de novembro de 2011 foi Ajuizada uma Ação Civil Pública contra o poluidor e neste intermédio de tempo, muita denúncia, imagens e reclames de socorro de parte de pescadores, ambientalistas e moradores próximos foram registrados no Ministério Público.
O processo tramita sob o número 137/2.11.0001610-1 (CNJ: 0004642-51.2011.8.21.0137).
 
Documentos protocolados
 
Em 26 de novembro de 2006, é protocolada no Ministério Público, nova denúncia dos moradores, que mostravam a poluição da sanga por óleos, ou algo semelhante. Neste documento, é enfatizada a informação já protocolada em 22 de março de 2004 e re-afirmada em 06 de junho de 2005, quando se apresenta a situação dos despejos da Fábrica de Beneficiamento de Arroz, a localização de seu ramal clandestino.
 
Em 19 de março de 2008, é protocolado Of. nº 010/2008 no MP de Tapes, onde é denunciada a pedido dos moradores próximos, a existência de baias de cavalos e chiqueiros de porcos dentro da sanga das Charqueadas, erguidas sob palafitas e com os resíduos dos cavalos e porcos sendo lançados diretamente dentro da sanga, originando o IC nº 27/2008.
 
Em 08 de novembro de 2010, através de documento protocolado, com imagens cedidas por moradores próximos, foi apresentado ao MP de Tapes, a situação da poluição atmosférica que ocasionava danos a saúde e ao patrimônio da comunidade da Vila Nova e adjacências. Além, da imagens no dia do protocolo, que mostravam as águas da sanga das Charqueadas com uma cor escura, oleosa e com peixes buscando oxigênio na superfície e muitos mortos por total poluição daquele recurso.
 
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